quinta-feira, 1 de maio de 2008

Certas vezes, o ambiente de trabalho pode se tornar uma selva

Neste Dia do Trabalho, a nossa indicação é o livro “A Exceção”, do escritor dinamarquês Christian Jungersen. O livro trata sobre relações profissionais, busca por interesse, por ascensão profissional e mostra que, certas vezes, o ambiente de trabalho pode se tornar uma selva. Com uma riqueza de detalhes (característica do metódico Jungersen), a obra publicada no Brasil pela editora Intrínseca.

O enredo se passa no Centro dinamarquês de informações sobre o genocídio onde quatro mulheres trabalham, sendo duas mais jovens e duas mais velhas. Elas têm com um chefe manipulador, que está sempre em busca de financiamento e prestígio. Quando duas delas começam a receber ameaças de morte, desconfiam prontamente que tenham sido feitas por Mirko Zigic, um torturador sérvio, violador dos direitos humanos.

Só que, quando as tensões aumentam, as percepções que se têm umas das outras mudam; o controle e a sobriedade, geralmente presente nessas repartições internacionais, desaparecem. As personagens passam a acreditar que todos no escritório são suspeitos.

A genialidade de Christian está no fato de que as personagens trabalham com as piores formas de crueldades praticadas no mundo, relatando-as diariamente. Mas as praticam veladamente dentro do círculo social a qual pertencem. A partir daí, o autor quer provar que as pessoas, apesar de praticarem o bem, podem se distanciar dos problemas dos outros e serem egoístas, mesquinhas e até mesmo cruéis.

O fato de ter mulheres como personagens principais não foi por acaso. O escritor acredita que elas sejam mais perceptivas em relação a certas formas de comunicação não-verbal, pequenos sinais como uma leve alteração no tom de voz, um olhar diferente, gestos que, na maioria das vezes, passam despercebidos pelos homens.

Reprodução site Entrelinhas www.entrelinhas.info

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